sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Tudo ou nada!

Tive umas férias (forçadas) demasiado prolongadas. Para além de descansar, descontrair estar mais tempo com pessoas queridas, aproveitei para adiantar algum trabalho.

Quando o emprego surgiu, felizmente na altura prevista, eu esperava que, embora intensivo, fosse calmo por já ter preparado muita coisa. Acontece que do nada passei ao tudo... Outra ocupação que tinha e que estava previsto reduzir na altura de começar o emprego, intensificou-se substancialmente.

Senti-me no limite das minhas energias. Não é que o volume de trabalho fosse assim tão esmagador. Mas é trabalho de ocupar o cérebro com muitos assuntos e pessoas diferentes. Requer muita energia e atenção.

Às vezes é curioso sair de uma sala com vários miúdos, maioritariamente do 5º e do 6º ano, e ir a "correr" (em cima de quatro rodas) dar formação a adultos. Pergunto-me se nunca terei cometido a gafe de me dirigir assim aos crescidos: "vá lá MENINOS, estejam com atenção" (tal é o hábito durante as horas que antecedem a formação).

Agora é altura de distrair um pouco e de alivar da correria dos últimos tempos... (Ter tempo para jantar sem estar constantemente a olhar para o relógio, já é um bom começo). Mas também preciso de acabar umas coisas pendentes e adiantar um bocadinho o que vem a seguir. Ai os testes para corrigir... são mais de 60.

Apesar do que há para fazer, nestes dias terá que haver um tempinho para deixar acontecer Natal. Tempo, dedicação, acolhimento, estar com, partilhar, ser eu!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Heróis paralímpicos

É com grande orgulho e admiração que recebemos notícias de boas prestações de alguns portugueses nos jogos paralímpicos. Em 2008 foram 7 as medalhas conquistadas (1Ouro, 4 Prata, 2 Bronze) em Pequim.

http://enistoquesomosbons.blogs.sapo.pt/

Na semana passada tive oportunidade de conhecer a Sara Duarte, uma atleta paralímpica, que já conquistou várias medalhas em Portugal e não só. Em Pequim ficou em 5º ou em 7º (não me recordo) na modalidade de paradressage.

Mais sobre a Sara:
http://www.record.pt/noticia.aspx?id=00800261-3333-3333-3333-000000800261&idCanal=00003145-0000-0000-0000-000000003145

A Sara e o Neapolitano (o cavalo) fizeram uma demosntração de parte do exercício realizado nos jogos em Pequim. Eu estava com uma amiga que fez questão de ir cumprimentar e dar os parabéns à Sara. Ainda bem, porque eu não me tinha lembrado de tal e teria perdido esta oportunidade, provavelmente única.

Tenho grande admiração por quem consegue superar tantas dificuldades e perseguir um sonho. São sempre histórias que me fascinam e fazem dar mais valor à (minha) vida. Mas o que mais me impressionou não foi a qualidade do exercício ou as medalhas já conquistadas por alguém que tem grandes limitações físicas. Quando fomos falar com a Sara, ela recebeu-nos com uma alegria imensa e com uma humildade genuina, como se nós fossemos as estrelas e ela uma simples desconhecida. O que ela consegue fazer com o Neapolitano é grandioso, mas o mais valioso e surpreendente é o que ela é (e eu só vi um bocadinho...).
 

Sara Duarte e Neapolitano Murella
(Imagem daqui: http://saraduarte.com/)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Avó Maria de Jesus

Faz amanhã 15 anos que a minha querida avó faleceu.

Já lá vai muito tempo, mas ainda sinto saudades. Acho que terei sempre.

15 anos com ela, 15 anos "sem" ela.

Apesar da ausência, estará sempre presente: nas boas recordações, na cumplicidade, na preocupação e dedicação e em tudo o que em mim ficou por influência dela.

Não seria o que sou sem ela e por isso sinto uma grande gratidão.
Cabe-me valorizar em mim aquilo que aprendi dela e com ela.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Aos meus amigos

Antes que Seja Tarde


Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.


Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"

Tirado daqui: http://www.citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200810270205

sábado, 19 de setembro de 2009

Manifestação de professores



Hoje, em vez de estar em Lisboa na manifestação, estou em casa a escrever sobre ela.

Espero que nos próximos tempos não haja motivo para fazer mais manifestações de professores, mas se houver, provavelmente lá estarei.

Estou cansada. Foram tempos difíceis, durante os quais acabei por tomar uma decisão que me custou imenso. Percebi que não era bom continuar a apostar na carreira docente. As alternativas não são muitas, mas penso que conseguirei dar um rumo (melhor) à minha vida em termos profissionais. Isto não significa que deixe de me preocupar com o ensino, mas tenho que concentrar energias noutros aspectos.

Provavelmente não será uma manifestação grandiosa. Já participei numa deste género e foi aquela em que mais gostei de participar. O espírito é mais genuíno! Nessa manifestação "conheci" várias pessoas dos movimentos independentes. Vi também o Paulo Guinote. Mas tenho pena de não ter conhecido ainda o Ramiro Marques. Fica para uma outra oportunidade e de preferência que não seja numa manifestação. Prefiro que estas não sejam mais necessárias.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Facebook

Esta coisa das redes sociais é muito curiosa.

Encontram-se amigos, conhecidos, amigos de amigos... Também se gasta demasiado tempo a saltitar de página em página.

Um amigo que já não via há uns 10 anos aceitou hoje o meu pedido de amizade.
Até aqui nada de novo... Mas foi a primeira vez que um amigo me disse: Entrei para os Carmelitas!
Quando o conheci estudava música, agora está a terminar teologia.

As voltas que a vida dá!
Muitas felicidades João!

Agora é que reparo... Será do nome? Tenho outro amigo João que é seminarista!

domingo, 13 de setembro de 2009

Partilhar alegria

Igreja de Nossa Senhora da Graça, Nisa

A Helena e o Ricardo casaram ontem (11 Set).
Os noivos moravam em Aveiro, mas a celebração realizou-se na igreja de Nossa Senhora da Graça, em Nisa, a terra dos avós da Helena. Não sei se ela morou em Nisa algum tempo na infância, mas sei que passava lá férias com a família. Sempre teve uma ligação muito especial e forte àquela terra. As raízes, os laços familiares... A própria igreja é especial para ela.

A Helena é uma amiga linda, por dentro também :)

Estou muito feliz por ela e pelo Ricardo. Só tinha falado com ele uma vez, portanto não posso dizer que o conhecesse. Mas sei que também é um menino lindo.

Agradeço terem-me escolhido (convidado) para partilhar com eles este momento e desejo-lhes as maiores felicidades.

domingo, 6 de setembro de 2009

O risco da independência

Estou a ler o livro O Caminho Menos Percorrido, de M. Scott Peck. Acabo de ler os capítulos O risco da perda e O risco da independência. Considero um desperdício ler este livro como quem lê um romance. É denso e demasiado rico. Não se assimila a informação com uma leitura "em diagonal". Creio que por mais que o leia, mesmo com atenção, terei sempre algo mais a aprender...

Decidi ir anotanto algumas frases ou ideias que que parecem fundamentais, ou que me dão uma nova perspectiva ou simplesmente me chamam mais à atenção. Só fazia isto, tirar notas enquanto escrevo, quando a leitura era de estudo ou de trabalho. Pois bem, neste caso pode-se dizer que é uma leitura de trabalho interior ;)

No capítulo que acabo de ler são referidas algumas histórias de grandes mudanças na vida de algumas pessoas, realizadas por decisão das mesmas. Todas elas têm várias coisas em comum. Foram mudanças de risco no sentido de se dar um salto para o "desconhecido", sem a garantia da aceitação de pessoas muito queridas e que de alguma forma estavam envolvidas. Não quero com isto dizer que sejam atitudes egoístas ou irresponsáveis. Trata-se da coragem de decidir por aquilo que, depois de bem ponderado, se considera claramente ser o melhor. Nem sempre o melhor é o mais fácil nem o que os outros (sejam eles quem forem...) esperam. É importante considerar e aceitar as opiniões de quem nos rodeia e em particular daqueles que nos são mais queridos e até de ter em atenção as consequências que as nossas decisões terão sobre eles. No entanto, esse cuidado não deve de forma alguma sufocar o eu, o individualismo e a independência de cada um.

"A coragem não é a ausência do medo; é a tomada de acção apesar do medo, a iniciativa contra a resistência gerada pelo medo do desconhecido e do futuro" (M. Scott Peck, em "O Caminho Menos Percorrido")

Por mais que quem me rodeia me queira bem, sou eu quem tem a responsabilidade de tomar as minhas decisões e de construir a minha vida. O que é muito bom para uma pessoa pode não o ser para outra. Entre duas realidades boas devo escolher aquela que me parece mais cómoda e mais segura para mim e para os outros, ou a que me realiza mais e que mais benefício traz para os outros, mesmo que mais difícil?



Foto da Pimpolha, a minha gatinha. Esta foi uma das várias estratégias utilizadas para ela não "fugir" (perder-se ou ficar debaixo de um carro...) num dia em que era fácil isso acontecer.
Hoje teve direito a uma foto no blog, talvez por me ter "ajudado" a escrever o texto. Na verdade, passou algumas vezes por cima do teclado :)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Recomeçar

(logotipo da CERCIAV)

Recomecei o voluntariado na CERCIAV no dia 3 de Setembro. Já tinha saudades e foi muito bom voltar a estar com eles.

Apesar de ser apenas voluntária e de estar lá apenas umas horas por semana, habitualmente sinto-me como se fizesse parte da casa. Fazem-me sentir assim!

No início desta semana, durante 2 dias e meio, participei em várias sessões de formação na CERCIAV, juntamente com os funcionários/colaboradores. A participação na formação deu uma nova dimensão a este fazer parte da CERCIAV, sobretudo porque algumas sessões foram práticas e realizadas com dinâmicas de grupo, num verdadeiro espírito de equipa que procura evoluir.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Voluntariado

(Imagem daqui: appacdm-fundao.blogs.sapo.pt)
Há alguns anos surgiu a oportunidade de fazer voluntariado numa CERCI. Não me relacionava habitualmente com pessoas com deficiência. Conhecia algumas e estava com elas esporadicamente. Tinha curiosidade em conhecer um pouco melhor o mundo do ponto de vista de algumas pessoas com limitações diversas.
Além da curiosidade, havia também a consciência de que isso seria importante no meu trabalho como professora. Sem conhecer, por melhor que fossem as intenções, o mais certo era que errasse redondamente na minha prática lectiva com alguns alunos com necessidades educativas especiais.
Assim comecei a fazer voluntariado durante alguns meses (deixei quando consegui emprego e o tempo passou a ser escasso). Este ano lectivo voltei ao voluntariado (de Setembro a Julho) e pretendo continuar em Setembro e enquanto o meu horário o permitir.
Uma das primeiras coisas que me impressionou foi a valorização humana, tão contrária à valorização daquilo que cada um produz e não da pessoa em si. Desperdiçamos demasiados talentos por valorizarmos apenas uma parte de nós...
Cada dia de voluntariado (uma manhã por semana) foi uma aprendizagem. Vou descomplicando e descobrindo, em concreto na minha vida, o que é mais importante. Aprendo a redimensionar as coisas e a ter um olhar mais abrangente. Tudo se torna mais claro. Uma qualidade que eu valorizava mas achava que tinha perdido algures no tempo, retomou o seu lugar.
Vou tentando partilhar aqui no blog pequenas histórias e vivências desta experiência tão gratificante.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O dom da vida


(imagem do blog: porquenaotecala.blogspot.com)

Hoje é o meu 30º aniversário. Hoje é dia do Sagrado Coração de Jesus. Fui procurar uma frase do dia e encontrei esta:

"Há que aprender a viver com o sofrimento e a fazer dele uma força de crescimento. Aprender a tirar proveito do sofrimento, por pior que seja, não vou fingir, não vou iludir, vou aprender, vou crescer, vou ver aonde é que isto me leva. O sofrimento dá-nos uma grande compreensão de nós próprios, uma grande compreensão dos outros e uma grande abertura ao futuro. Claudel, como poeta criou uma imagem muito bonita: o sofrimento, simbolicamente, é como uma porta, porque é pelo sofrimento que podemos sair de nós próprios e pelo sofrimento que podemos deixar entrar o outro. A porta do amor, a porta da alegria!"

Pe. Vasco Pinto de Magalhães, sj


A primeira reacção foi mais ou menos assim: tinha que ser logo sobre sofrimento? Fugir, iludir, esconder é aquilo que dá vontade de fazer face ao sofrimento. Também há a tentação de pensar que isto é conversa de padres, que parece que temos que sofrer muito para "merecer o Céu". Nada mais errado! Trata-se simplesmente de uma atitude muito inteligente. Não é uma questão de procurar o sofrimento ou de o provocar, mas de saber viver com aquele que naturalmente surge no sosso caminho. Quantas vezes uma coisa de nada se transforma num grande problema só porque não me apetecia nada ter que resolver aquilo? Lamentar não serve de nada. Que tal olhar de frente? Encarar o que dói ou aquilo que agrada um bocadinho menos (não se trata apenas dos grandes sofrimentos e dos grandes problemas) faz realmente descobrir muita coisa em nós.

Às vezes têm que ser as coisas menos boas a sacudir-nos a acordar-nos de um estado de apatia ou de instalação. A vida corre e nós corremos, vamos andando, mas esquecemo-nos de viver.

Obrigada pelo dom da vida!

Obrigada por mais este ano!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Para pais e professores/educadores

O que queremos para os nossos filhos: http://www.overstream.net/view.php?oid=l6ssere6l3uj O vídeo acima referido foi-me enviado por mail. Trata-se de uma mensagem muito rica sobre educação. Gostei de ver e ouvir. Author comments: This video, produced by Heidi Hass Gable, posted in her blog http://www.iwasthinking.ca/2008/09/19/what-i-want-for-my-children/, was subtitled into portuguese language, due to the importance of the message to all parents, teachers and governments."My hope is that it will move you, it will motivate you,it will make you think and it will inspire you to get involved in your child’s education,to support your teachers and to be part of creating great schools!" (Heidi)